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Dj Fernando do Vale

sábado, 4 de junho de 2011

Grupos fazem manifestação no DF em defesa de projeto anti-homofobia

Marcha na Esplanada foi realizada para se contrapor a protesto religioso.
Apitos foram distribuídos entre os manifestantes para alertar contra agressões.


Movimentos ligados a causas homossexuais do DF e de outros estados realizaram uma manifestação contra a Marcha Pela Família, que ocorreu em frente ao Congresso na tarde desta quarta-feira (1).



Eles se reuniram em frente à Catedral de Brasília por volta de 15h e seguiram até o Congresso Nacional, onde um cordão de isolamento policial foi criado para evitar conflitos com os religiosos. Um contingente de 110 policiais foi deslocado para o local para acompanhar o evento.


Os manifestantes carregavam faixas e entoaram palavras de ordem dizendo que respeitam uma "família plural". Eles defendem o projeto de lei da Câmara (PLC) 122, que criminaliza a homofobia. Muitos dos presentes se vestiram de roxo e houve a distribuição de apitos para alertar em casos de eventuais agressões. A manifestação foi organizada pela internet, mas muitos chegaram ao local sem saber que havia um evento agendado.


"Eu viria de qualquer jeito, independente de ter um evento organizado ou não", diz Cristiano Ferreira, 35, servidor público. Ele vive há 3 anos com um companheiro e defende o projeto de lei. "O estado é público e laico, e por isso não pode privilegiar o pensamento de uma religião para defender uma legislação", afirma.


Uma das participantes da manifestação, Isabella Gois destacou não ter intenção de atacar os religiosos, mas de pedir respeito. "Não queremos interferir nos direitos deles, apenas garantir os nossos", comenta.

Jair Bolsonaro joga água em manifestante de grupo gay !

Segundo deputado, ele jogou a água para 'acalmar' ativista que o provocava.
Projeto de lei contra homofobia foi alvo de manifestações nesta quarta-feira.





O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) jogou água em uma drag queen que participava de uma manifestação em frente ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (1). "Eu estava no palanque, mas quando desci chegou um travesti falando um monte de abobrinhas. O cara foi lá me provocar, eu estava com uma garrafa de água e joguei um pouco nele, até para ele se acalmar", disse o deputado.
Ele afirmou que depois do incidente foi hostilizado pelos manifestantes "Eles começaram a gritar 'homofóbico', um monte de besteiras e palavrões. Eu ri, dei tchauzinho, mas não dirigi a palavra a eles", afirmou.



O parlamentar estava em outra manifestação, a Marcha Pela Família, que reuniu cerca de 20 mil pessoas para protestar contra o projeto de lei da Câmara (PLC) 122 que criminaliza a homofobia. O manifestante que protagonizou o episódio com o deputado estava em um grupo de ativistas gays que defendiam o projeto.
"É uma excrescência. Você não pode nem contar piada sobre bichinha mais. Se eu contar uma piada de veadinho aqui posso pegar cinco anos de cadeia", afirmou. "Você pode chamar deputado de ladrão, mas criticar o homossexual não pode, é crime. E eles podem me criticar por ser heterossexual", disse.


Polêmicas



O parlamentar é alvo de cinco pedidos de investigação na Câmara dos Deputados, sendo quatro por suposta prática de racismo e homofobia. Em um programa da TV, em resposta à apresentadora e cantora Preta Gil, o deputado do PP classificou como "promiscuidade" a possibilidade de seu filho se relacionar com uma mulher negra.

O último processo contra o deputado é uma representação feita pelo PSOL ao Conselho de Ética, após um bate-boca do deputado do PP com a senadora Marinor Brito (PSOL-PA).





FONTE : G1


domingo, 29 de maio de 2011

ABGLT acusa evangélicos por vídeo falso; Garotinho nega

Entidades vinculadas à produção do kit anti-homofobia sustentam que os vídeos entregues à presidente Dilma Rousseff não são de autoria do grupo de trabalho designado pelo Ministério da Educação para desenvolver o projeto. A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT) acusa a bancada religiosa de deturpar materiais, mostrando-os como parte do kit.
O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, nega que Dilma teve acesso aos vídeos por meio de sua bancada, e diz desconhecer quem os encaminhou à presidente. No entanto, garante, convicto, ser verdadeiro o material que chegou às mãos dela:
- É verdadeiro. Os vídeos foram, inclusive, pagos pelo Ministério da Educação. Nós temos um ofício do ministro respondendo ter contratado para isso.
Ele reitera:
- Não fomos nós que entregamos os vídeos que ela assistiu. Deve ter sido o próprio MEC que entregou a pedido dela.
Segundo o presidente da ABGLT, Toni Reis, Dilma teve acesso a uma animação feita a partir de apresentação em Power Point, realizada durante audiência pública para "avaliação dos programas federais de respeito à diversidade sexual nas escolas", ocorrida no Ministério Público Federal (MPF).
De acordo com informações do site da instituição, a exibição do conteúdo foi feita pelo presidente do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (FENASP), Wilton Acosta.
- Há um (arquivo de) Power Point que os evangélicos montaram para apresentar no Ministério Público durante a audiência. Não tem alhos nem bugalhos. Pegaram parte de um material dirigido a usuários de drogas, a prostitutas, à prevenção da Aids. Transformaram em vídeo e levaram para a Dilma. Não tem nada a ver com o kit Escola Sem Homofobia. A presidente está comprando gato por lebre - diz.
Em seguida, ele indaga:
- Já pensou ensinar para adolescentes coisas como: "não use drogas sozinho"? Foi esse material mostrado à Dilma. O original não mostra cena de sexo, não fala em Aids. Fala sobre cidadania. Eu idealizei. Queremos fazer uma coisa decente.
Garotinho confirma que a apresentação em Power Point levada ao MPF fora preparada por representantes evangélicos. Conforme o deputado, o material mostrado durante a audiência foi produzido a partir de uma espécie de cartilha elaborada por uma "entidade que lidera o movimento LGBT". O parlamentar diz acreditar que isso seria entregue em instituições de ensino e, por esta razão levaram ao MP.
- Provavelmente pretendem distribuir isso nas escolas. Procuramos o Ministério para informar que isso estava sendo produzido.
FONTE :

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Para evitar convocação de Palocci, Dilma suspende distribuição de “kit gay”




BRASÍLIA(O GLOBO) - Diante da reação negativa das bancadas religiosas, a presidente Dilma Rousseff mandou suspender a produção e distribuição de vídeos e cartilhas contra a homofobia, organizados pelos ministérios da Educação e da Saúde. A decisão da presidente foi informada, nesta quarta-feira, pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a deputados das bancadas evangélica, católica e da família, que ameaçaram obstruir as votações de interesse do governo na Câmara, convocar o ministro da Educação, Fernando Haddad, e apoiar a convocação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, caso o material fosse distribuídos às escolas. Segundo Gilberto, a presidente considerou o material inadequado. 
 - O governo mantém sua posição clara contra qualquer tipo de homofobia, e as bancadas também se declararam contra a homofobia. Mas o governo achou prudente não editar esse material que estava sendo preparado no MEC. A presidente decidiu a suspensão desse material e do vídeo produzido por uma ONG. O governo decidiu também suspender a distribuição desse material – disse Gilberto, que recebeu os parlamentares no Palácio do Planalto.
Segundo o ministro, a partir de agora todo o material sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade e às bancadas, com a da educação, a da família e as religiosas.
- É importante que esse material, para ser produtivo, para atingir o seu objetivo, seja fruto de uma ampla consulta na sociedade, para não gerar esse tipo de polêmica que acaba prejudicando a causa para o qual foi destinado. Qualquer outro material, daqui para frente, editado pelo governo sobre a questão de costumes passará pelo crivo amplo da sociedade e das bancadas interessadas – afirmou.
Gilberto disse que essa posição do governo não representa um retrocesso:
- O que o governo está fazendo é aprofundando o diálogo. Se você produz um material que sofre uma tamanha contestação, o objetivo para o qual ele está destinado é prejudicado. É preferível que você produza um material com mais diálogo para atingir o objetivo. Não se trata de recuo, mas de um processo mais aprofundado de diálogo.
Segundo Gilberto, a presidente “assistiu ao vídeo e não gostou”. A presidente vai conversar com os ministros Haddad e da Saúde, Alexandre Padilha, sobre a produção de material que tratam de questões de costumes.
- Ela acha que o vídeo era impróprio para o seu objetivo. Não se trata de uma posição só de aparências.
A presidente tem as suas convicções e acha que o material é inadequado. Ela foi muito clara nesse sentido e determinou que esse material não circule oficialmente por parte do governo – afirmou.
O líder do PR na Câmara, Linconl Portela (MG), disse que a preocupação dos parlamentares das bancadas religiosas é com a “didática do material”. Na avaliação desses parlamentares, o material contra a homofobia induz à homossexualidade.
- A didática é muito agressiva. Às vezes, é preciso ser mais agressivo, mas também é preciso ter cuidado para que a dosagem do remédio não seja acima da necessidade. Estamos preocupados com a maneira virulenta com que esse material está sendo apresentado – disse o deputado.
Os próprios parlamentares reconheceram que o material não está sendo distribuído às escolas, mas que os vídeos vazaram na internet. Mesmo assim, eles ameaçaram atrapalhar o governo no Congresso, caso não houvesse uma revisão do material contra a homofobia.
- Nós oferecemos o diálogo e eles que tomassem a atitude que achassem consequente. Eles que decidiram suspender aquela história que eles estavam falando. Não tem toma lá dá cá – afirmou Gilberto.

domingo, 22 de maio de 2011

'Conservadorismo' no Congresso é obstáculo a direitos de gays, diz Marta


Vice-presidente do Senado disse que diálogo pode vencer resistências.
Ela participou do 8º Seminário LGBT, realizado na Câmara nesta terça.


A vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), afirmou nesta terça-feira (17) que o "conservadorismo de setores do Congresso" é o maior obstáculo à aprovação de leis para garantir direitos a homossexuais.
Relatora de um projeto que prevê punições para quem discriminar homossexuais, a senadora afirmou que trabalha por um diálogo que crie condições para a votação de um texto que, embora não seja o ideal, possa ser o “possível” de ser aprovado.
“O conservadorismo de setores do Congresso representa um grande desafio. Mas o parlamento é a capacidade de dialogar e tentar, senão o projeto ótimo, mas o que possa ser possível [de ser aprovado]”, afirmou Marta, que nesta terça participou da abertura do 8º Seminário LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais –, promovido pela Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT do Congresso Nacional. O evento será realizado durante as comemorações do Dia Internacional de Luta contra a Homofobia.
O projeto relatado por Marta Suplicy está em discussão na Comissão de Direitos Humanos do Senado e prevê punições para quem impedir manifestações de afetividade entre homossexuais em locais públicos, quem recusar ou sobretaxar a compra ou a locação de imóveis em razão de preconceito, ou quem, pelo mesmo motivo, prejudicar recrutamento, promoção profissional ou seleção educacional.
Parlamentares de alas conservadoras criticam a proposta por acreditar que ela poderia restringir o direito de culto e expressão.
Na quinta (12), a própria Marta Suplicy chegou a retirar a proposta da pauta da comissão para debater mais as divergências. Ao justificar a retirada da matéria, ela argumentou ter ficado impressionada com a rejeição por parte de igrejas cristãs, diante do temor de que a proposta poderia restringir liberdades de culto e de expressão.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Bolsonaro não deve pegar pena rígida após denúncia de racismo, diz Bergamo



A colunista da Band News FM Mônica Bergamo divulgou, na manhã desta terça-feira, que há um parecer favorável dos deputados que julgam a denúncia de racismo contra Jair Bolsonaro (PP-RJ). De acordo com Bergamo, ele deve ser absolvido da acusação na Câmara Federal.

Segundo apurou na Corregedoria, os políticos teriam aceitado o argumento de defesa que diz que Bolsonaro não entendeu a pergunta da cantora preta Gil no programa CQC, da Band.

O documento entregue à Corregedoria tem 13 páginas e reafirma que o parlamentar entendeu errado a pergunta, confundindo a palavra negra com gay, e que o programa teve 43 dias para questioná-lo novamente sobre o assunto, antes de levar a cena ao ar.

“No próprio programa, os apresentadores disseram que eu deveria não ter entendido a pergunta. Eles poderiam ter tido o mínimo de dignidade e ter entrado em contato comigo para esclarecer”, disse o deputado na semana passada.

Durante a entrega da defesa, o deputado ainda se disse perseguido pelo “fascismo das minorias”.

Julgamento 

A partir de agora, o corregedor, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), terá 45 dias úteis, prorrogáveis por igual período, para elaborar o seu parecer.

O relatório pode sugerir o arquivamento da representação; a aplicação de censura ou advertência ao deputado; ou encaminhamento do caso ao Conselho de Ética. O parecer será analisado pela Mesa Diretora, responsável pela decisão final.

O caso

Bolsonaro é alvo de representações por crime de racismo por declarações dadas ao programa CQC, da Rede Bandeirantes. Questionado pela cantora Preta Gil sobre o que faria se um filho seu se apaixonasse por uma negra, Bolsonaro respondeu que não iria “discutir promiscuidade” e que seus filhos não correriam esse risco porque “foram muito bem educados”.





FONTE :http://www.band.com.br/jornalismo/brasil/conteudo.asp?ID=100000422821

terça-feira, 5 de abril de 2011

NACIONAL GLS - Na Bahia, movimento gay protesta contra Bolsonaro

O Grupo Gay da Bahia (GGB), juntamente com outras três associações ligadas ao movimento contra a homofobia, se reuniu nesta manhã em frente ao prédio do Ministério Público Estadual (MPE), em protesto contra as declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).
Os manifestantes permaneceram em frente ao MPE por cerca de duas horas e deixaram o local com a possibilidade de marcar uma reunião com o órgão para discutir o assunto. Segundo o fundador do GGB, Luiz Mott, o movimento exige "o julgamento e a cassação do mandato do deputado".
A polêmica acerca das declarações de Bolsonaro começou após ele responder a uma pergunta da cantora Preta Gil em um programa de TV. Ela questionou Bolsonaro sobre como ele agiria caso o filho dele se envolvesse com uma mulher negra. "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu", respondeu o deputado