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domingo, 24 de maio de 2015

GGSD NEWS INTERNACIONAL- Igreja precisa de nova linguagem, diz arcebispo na Irlanda após referendo

País foi o primeiro a aprovar casamento gay em referendo, na sexta. 
Pessoas comemoram o resultado do referendo do casamento gay em Dublin, na Irlanda. (Foto: AP Photo/Peter Morrison)
Pessoas comemoram o resultado do referendo do casamento gay em Dublin, na Irlanda. (Foto: AP Photo/Peter Morrison)

Arcebispo disse que ensinamentos não estão chegando aos fiéis.

A Igreja católica irlandesa admitiu neste domingo (24) que necessita de uma "nova linguagem" para falar com seus fiéis, depois da vitória do "sim" no referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que limitou sua influência no país.
Enquanto os partidários do "sim" se recuperavam da festa da vitória, que durou até a madrugada, muitos católicos foram à missa como todo domingo para escutar as palavras do pároco após o referendo de sexta-feira (22).
"A Igreja tem que encontrar uma nova linguagem que possa ser entendida e ouvida pelas pessoas", disse à imprensa o arcebispo Diarmuid Martin, uma das figuras mais importantes da instituição, ao sair da missa na catedral de Santa Maria de Dublin.
"Temos que ver por que os ensinamentos da Igreja sobre o matrimônio e a família não estão chegando nem aos seus próprios fiéis", afirmou. O arcebispo disse que a Igreja precisa se reconectar com os jovens.
O "sim" ganhou com 62% dos votos, frente ao 38% para o "não", em um país onde ser homossexual foi um crime até 1993.
A maioria dos irlandeses se considera católica, mas a influência da Igreja tem diminuído nos últimos anos, vítima da secularização e da revelação de numerosos casos de abusos sexuais de crianças no seio da instituição.

GGSD NEWS INTERNACIONAL - Irlanda aprova em referendo o casamento gay com 62% dos votos

Apoiadores do 'sim' festejam resultado em Dublin após referendo que aprovou casamento gay (Foto: Peter Morrison/AP)
Apoiadores do 'sim' festejam resultado em Dublin após referendo que aprovou casamento gay (Foto: Peter Morrison/AP

'Sim' atingiu vantagem que não pode ser superada pelo não.
O índice de participação no referendo ficou próximo de 60%.


A Irlanda se tornou o primeiro país do mundo a aprovar em um referendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Com todas as urnas do referendo de sexta-feira (22) apuradas, o "sim" atingiu 62% dos votos, com 38% para o "não".
Mais de 60% dos eleitores compareceram às urnas. Este foi o maior índice de comparecimento em um referendo no país em mais de duas décadas, segundo a Reuters.

Mais de 3,2 milhões de pessoas foram às urnas - muitos irlandeses que não moram no país voltaram só para participar da votação, informou a BBC.
A notícia foi recebida com muita festa pelos partidários do "Sim", muitos deles reunidos na esplanada do castelo de Dublin, e rompe com o domínio hegemônico sobre a moral pública exercido durante séculos pela Igreja Católica, que pediu o voto contra o casamento gay.
Casal se beija em comemoração ao referendo do casamento gay na Irlanda. (Foto: Cathal McNaughton/Reuters)
Casal se beija em comemoração ao referendo do casamento gay na Irlanda. (Foto: Cathal McNaughton/Reuters)
A Igreja defendeu o voto "não", em um país no qual mais de 90% das escolas do ensino básico estão sob a tutela da instituição, os sinos tocam duas vezes por dia na televisão pública e 84,2% da população se declara católica, informou a France Presse.
Na outra ponta, o "sim" foi apoiado por todos os partidos políticos, grandes empregadores e endossado por celebridades, todos esperando que a proposta marque uma transformação no país, que foi por muito tempo tido como um dos mais socialmente conservadores na Europa ocidental. Segundo a Reuters, apenas um terço do país apoiava a descriminalização do sexo entre gays para homens acima de 17 anos em 1993, segundo uma pesquisa da época. Um juíz de um tribunal supremo disse em 1983 que a homossexualidade era "moralmente errada" e contribuía para depressão e suicídio.
Mas os irlandeses ignoraram o apelo religioso. Os defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Irlanda começaram a comemorar antes mesmo do anúncio oficial do resultado. A esplanada do castelo de Dublin, que já foi a residência dos governantes britânicos e sempre foi um símbolo do poder, ficou lotada de partidários do "sim", em um clima de festa.
Na sexta-feira, mais de 3,2 milhões de irlandeses estavam registrados para votar a favor ou contra uma emenda constitucional que contempla que "o matrimônio pode ser contratado de acordo com a lei por duas pessoas, sem distinção de sexo".

domingo, 30 de novembro de 2014

GGSD NEWS -Mulher transexual é indenizada após ser constrangida em agência bancária

Mulher transexual é indenizada após ser constrangida em agência bancária 

Uma mulher transexual ganhou na Justiça a indenização de R$ 15 mil do Banco Bradesco, onde foi constrangida na porta giratória de uma agência em Belém, no Pará.

 Ela, que prefere não se identificar, afirma que foi impedida de entrar no banco por um segurança com a justificativa de estar portando algo de metal. Ela conta que teve a bolsa revistada pelo segurança, que precisou tirar os sapatos e que precisou se despir em meio aos demais clientes.
A cliente do banco é uma caminhoneira e estava em Belém para fazer um depósito para o filho, que mora em Jataí, no interior de Goiás. Depois de meia hora, ela precisou se despir para que outro funcionário a liberasse. 

O processo foi julgado pela 8ª Vara Cível da Comarca de Goiânia , onde a vítima mora. O banco tentou recorrer, alegando que o "simples travamento da porta giratória eletrônica se constitui um contratempo" e que seria um "preço pequeno a se pagar pela segurança".
O desembargador Gerson Santana Cintra afirma que houve configuração de ofensa à honra da cliente. O Banco não quis comentar sobre o assunto.

FONTE :SITE A CAPA

GGSD NEWS - CASAMENTO RECONHECIDO ; Finlandia aprova o casamento gay

A Finlândia é mais um país a dar um passo à frente nos direitos da comunidade LGBT. Na votação que ocorreu nesta sexta-feira (28) foi aprovado o casamento gay.

Com votação apertada, Finlândia aprova o casamento gay O Parlamento decidiu por 105 votos a favor e 92 contra - sim, a disputa foi apertada - que pessoas do mesmo sexo podem se casar. FONTE : SITE A CAPA




A mudança na legislação ocorreu depois de uma iniciativa popular recolher no último ano 167 mil assinaturas. Além disso, a Finlândia era o único dos países nórdicos que não reconheceu a união homoafetiva.
  

Suécia e Noruega aprovaram a lei em 2009,a Islândia em 2010 e a Dinamarca em 2012

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

GGSD NEWS - Presidente do GGSD Pamela Maranhão participa do II SEMINÁRIO NORDESTINO DE HEPATITES VIRAIS - ARACAJU -SERGIPE .

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR
De 16 a 19 de Novembro de 2014 foi realizado o II SEMINÁRIO NORDESTINO DE HEPATITES VIRAIS - ARACAJU -SERGIPE , evento organizado e realizado pela ASTRA -SERGIPE , para discussões com a população lgbt e entidades governamentais . Pelo o Estado do Maranhão foram Jordevane e Márcia Jane do Grupo Flor de Bacaba e Pamela Maranhão do GGSD - Grupo Gay São Domingos do Maranhão , o trio foram as únicas participantes do estado no evento .

Pamela Maranhão foi eleita suplente da tesoureira Silvia Reis do Estado de Roraima, no evento também aconteceu a eleição da nova diretoria da REDETRANS . Márcia Jane ficou como conselho fiscal .
Em sua página oficial no facebook Pamela Maranhão sentiu-se lisonjeada com o título


ASCOM-GGSD

sábado, 25 de outubro de 2014

GGSD - Primeira Ex-candidata travesti a deputada estadual da história do Maranhão , Pamela Maranhão irá ser entrevistada pelo renomado Blog SPY SD .

PRINT DO BLOG SPY SD - O CRÍTICO DE SER ONDE DESTACA QUE PAMELA MARANHÃO SERÁ A PRÓXIMA ENTREVISTADA PELO QUADRO "SPY ENTREVISTA"

GGSD NEWS - Anti-exemplo: LGBTs se digladiam na mídia e dão tiro no próprio pé


Anti-exemplo: LGBTs se digladiam na mídia e dão tiro no próprio pé

Por Neto Lucon em 24/10/2014 às 09h35

Quem ligou a TV aberta ou ficou de olho nas notícias em torno da pauta LGBT durante a semana se assustou: os “comuns" ataques contra os direitos LGBT, frases preconceituosas e embates não vieram de figuras como Levy Fidelix e Bolsonaro. Mas de – pasmem! – outros LGBTs.

 Munidos da premissa “liberdade de expressão” e de um “moralismo" quase incompreendido, eles mostram que o preconceito é generalizado e que mesmo pessoas ditas discriminadas estão sujeitas a reproduzir a homofobia e a transfobia social.
Primeiro, a (mulher trans) Talita Oliveira foi ao palco do programa “Superpop”, da Rede TV!, apoiar os discursos do pastor Marco Feliciano e Levy Fidelix. Ela chegou a minimizar a homofobia no Brasil, “porque heterossexuais também morrem com a violência”, e a dizer que é contra a lei que criminaliza a homofobia, porque “o mundo não é LGBT”.
 Depois, o jornalista (gay) Felipeh Campos voltou a soltar farpas contra as cantoras (lésbicas) Pepê e Neném em A Fazenda, da Record. E, no auge da briga, fez o que muita gente homofóbica faz: menciona a orientação sexual como forma de xingamento. “Sapatão”, soltou o jornalista, que se justificou: “Elas me xingaram primeiro”.
Anteriormente, Felipeh já havia dito que elas se vestem como “motoboys” e que deveriam aparecer “melhorzinhas” para tentar dar uma alavancada na carreira, pois estão “declinando”. Em um vídeo anterior, Thalita chegou a criticar até as roupas das travestis que trabalham na prostituição, pois são “indecentes”. Conseguem enxergar a contradição?

 Os exemplos não param... No Casos de Família, do SBT, um amigo (gay) disse para o outro (bissexual) que ele precisa decidir se vai gostar de homem ou mulher - como se bissexualidade não existisse. Um jornalista (gay) foi defender Pepê e Neném no programa “Hoje em Dia”, da Record, e disse “se elas são lésbicas, o ‘PROBLEMA’ é delas”. O ex-BBB Serginho também se envolveu em uma polêmica com um seguidor que pediu que ele se assumisse trans logo, pois ele não é andrógino. Serginho respondeu no mesmo nível de preconceito: “Não falo com índio”.
Mas por qual motivo existe preconceito entre os próprios LGBT? Em seu documentário, Meu Amigo Claudia, a ativista LGBT Claudia Wonder (1955-2010) opinou:
“Existe um grande preconceito entre as pessoas ditas discriminadas. É o gay que não gosta de travesti, é travesti que não gosta de sapatão, é transexual que não gosta de ser confundida com travesti. Quer dizer, tudo isso é gerado pela homofobia internalizada de cada um. Porque, no fundo, ninguém quer ser viado e ninguém quer ser sapatão. Todo mundo quer aparecer bonitinho e 'limpinho', sabe como é? (Na cabeça dessas pessoas)quanto mais parecido com hétero, mais você fica 'limpinho'. Mas por que eu tenho que parecer hétero? Por que eu tenho que parecer mulher e não posso parecer um caminhoneiro ou uma caminhoneira?”.

 O que muita gente não entende é que, ao se digladiar com discurso preconceituoso e ir contra a luta pelos direitos LGBT para mais de 60 mil televisores (cada ponto no Ibope), o LGBT dá um tiro no próprio pé. Reforça e incentiva o discurso dos LGBTfóbicos, o preconceito na sociedade em geral, apoia o conservadorismo e o moralismo. Sobretudo faz campanha contra os próprios direitos conquistados depois de décadas. Ou elas acham que poderiam se assumir LGBT e gozar de alguns direitos se apoiassem pessoas como Feliciano lá atrás?

A lei do retorno é precisa e pode aparecer cedo ou tarde. Seja em um xingamento na rua, em direitos negados, em uma lâmpada na cabeça ou em um assassinato com requintes de crueldade. Afinal, como bem adiantou Simone de Beauvoir (1908-1986), “o opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos”.


FONTE :SITE A CAPA